Quero te mostrar músicas, lugares, sonhos e universos.
Quero o imprevisível, diversão e frio na barriga. Dar gargalhada, me surpreender.
Me deixar levar pelo acaso ou provocar colisões voluptuosas.
Quero fazer música e amor, comida e brincadeira.
Quero banho de chuva e de sol, de rio e de lua, de mar e do nosso suor.
Me acalmar no seu abraço, enlouquecer no seu sexo.
Quero viajar, andar de bicicleta, dormir sob as estrelas e fogueiras.
Me agarrar no seu corpo ou soltar a sua mão.
Quero paixão sem amor, solitude e multidão.
Ver o mundo do alto e mergulhar profundamente em suas ideias.
Falar inglês, comer à italiana, dançar à brasileira.
A vida me leva, no balanço da rede onde quero te experimentar.
Quero caber no seu colo, dormir no seu ombro e te acordar às chupadas.
Sem compromisso, só diversão.
E se ficar sério, se ficar chato, se ficar possessivo ou ciumento, quero mais não.
Só quero aqueles primeiros dias, uns poucos encontros pra guardar na memória os dias de tesão.
Porque de complicação minha vida está farta.
Na retina quero guardar a expressão do seu gozar, a gargalhada com as piadas bobas, o olhar devorador me fazendo mulher.
E por essas poucas horas, me aprecie devagar.
Deguste corpo e alma, porque é doce, intenso e picante.
Ali tem jeito de menina e de fêmea no auge do tesão.
Um jeito de amar pra cada humor, que nada esconde e tudo quer.
Tem sede e vontade de ser explorada em cada canto.
Vem pra debaixo da minha saia, me fazer dengo e gozo.
Inebriadas libertinagens, sem limites, sem amarras, sem pudores descabidos ou olhares sentenciadores.
Quero tudo e nada, passageiro, a dois ou três.
Erótico, lúdico, ilusão vendida, fogo consumido ao pó.
Brincadeira arriscada, no limite da paixão e do tesão.
Sorvete de casquinha, beijo com meu gosto, pôr do sol, gemido apetitoso, café e rapidinhas no meio do dia.
Nada mais, nada menos.