Tesão


Eu busco a conexão, quando vou fazer amor. Mas não quero só um corpo, ou toque. Quero você por inteiro. Por algumas horas quero que me olhe nos olhos e me aprecie devagar. Quero te dar prazer, e sentir sua atenção sobre mim com admiração, tesão, vontade de me ter voluptuosa em você. Quero rir, gemer, sussurrar e brincar. Quero apreciar sem pressa, degustar ao máximo esse corpo delicioso, deixar o fogo me consumir e me despir por completo, em confiança e tesão.

Te devoro com vontade.
Te sinto através da roupa me querendo e te provoco sem pena.
Sobre mim, sinto seu pau e me ergo pra poder massageá-lo entre a fenda da calça, tirando uma ideia de como vai ser bom sentir você me penetrando. Seguro seu cabelo perto da nuca e puxo de leve, pelo apetite que você me traz.
Me deixo levar devagar. Segurando e levando sua mão, te peço que me dê um presente sussurrando ao pé do ouvido aos beijos, “mete devagar, e todo de uma vez... me dá”. Mas antes desço pra ter ele entre meus lábios. Beijo com vontade e chupo-lhe a cabeça descendo devagar e molhado garganta adentro.
Me delicio até a vontade de tê-lo dentro de mim ser maior, então subo e me deito na sua frente. Empino, rebolo e te puxo pra sentir ele entre as nádegas, tendo entre nós a vontade e a roupa.
Desce minha calça um pouco e tomo seu pau duro entre os dedos, camisinha posta, lhe deixo à entrada do paraíso. De agora em diante me deixo tomar e você faz eu gemer alto, lhe puxando pra entrar o máximo que puder.
Te sinto por completo.
Sinto o álcool em seu hálito, o gosto noturno e boêmio da sua boca o calor das suas mãos que me tomam os seios com tanto jeito. Não consigo mais fazer silêncio, os sons saem à medida que você entra e as palavras se tornam libertinas. Seus beijos ao meu pescoço me instigam e não consigo deixar de falar... “que delícia, que delícia!”
Sinto a adrenalina e certo espanto com meu fogo que se misturam ao tesão que pulsa em você. Estou chegando.
Venho lânguida, deliciosamente sonora, voraz.
Não te deixo me tocar por completo, e tão gostoso e lascivo cede, me deixando ainda mais lânguida feito orvalho que nessa manhã suaviza lá fora.
Beijo essa boca amarga e gostosa, passo os dedos entre os cachos, arranho de leve as costas, a barriga. Vontade de arrancar essa regata, te apertar por inteiro. Gostoso!
Insaciável te devoro e tomo ele boca adentro novamente, chupo com vontade, cada centímetro, faço da boca um oásis. Me jogo cama abaixo procurando um ângulo pra ele entrar, língua, saliva e movimentos que fiquem perfeitos... E acho, e brinco e como gosto de sentir cada pedacinho entre dentes, lábios, língua, amígdalas. Meu tipo preferido, formato perfeito pra chupar e dançar.
Volto a me deitar dengosa na sua frente e dessa vez é você quem me provoca... “Quer?”
“Hum... delícia, quero! Quero, me dá!”
Então monto e galgo devagar, e aceleramos. Me estiro de prazer, sentindo o dilatar de nós dois, molhado e gostoso. Não quero que acabe.
Mas te castiguei demais. Sei do que você precisa, e quando você diz que vai gozar diminuo o ritmo. Quero sentir o gosto dele, rijo na minha boca ainda uma última vez. Deliciosamente você sem saber faz o que eu adoro: toma ele na mão e se masturba deixando eu roubá-lo e chupar de vez em quando. Mordo os lábios de tanta vontade.
Subo pra te beijar, sentir sua boca em meus seios me derretendo.
Desço agora pra te ter no limite em minha boca, até que não possa mais se conter e lambuze os seios delicados com todo seu prazer.
Hmmm... Quero mais!

Parte integrante do livro "Contos eróticos da terra do nunca"