Das mulheres


Já sentei para escrever inúmeras vezes a respeito de homens incompetentes quando o assunto é sexo. Do quanto são desinformados, incapazes de explorar o corpo feminino, egoístas ao ignorar as necessidades dela dentro e fora da cama.
Bem, hoje gostaria de falar das mulheres.
Elas são símbolo de mudança, sempre que abrem caminho na vida de alguém, pois carregam consigo uma energia poderosa, a feminilidade inerente à criação e transformação do universo.
São lindas, cativantes, carentes, doadoras, protetoras, sensuais e poderosas.
A lista de seus predicados é longa e saber apreciar sua importância em nossas vidas é essencial para viver no mundo, pois aprendendo a ver o ponto de vista de uma mulher aprende-se também a Amar no sentido real da palavra.

Mas algumas delas não poderiam ser chamadas de mulheres.
São vulgares, fúteis, interesseiras, egoístas e cruéis. Mais preocupadas em satisfazer suas necessidades que qualquer outra coisa, procuram carteiras recheadas e carrões, ao se prostituem pelas tabelas com roupas obscenas, linguajar baixo e atitudes manipuladoras.
Costumam ser invejosas, gananciosas, preguiçosas e burras (no que diz respeito a conhecimento e enobrecimento da mente).
São conhecidas como piriguetes e não obstante acabam sendo tachadas como vadias pela sociedade ao seu redor.
Nem isso as faz parar para rever seus conceitos e postura perante a vida.
Cito-as para deixar claro que sempre que menciono mulheres não é a essas criaturas que me refiro.
Particularmente, só consigo ter pena de pessoas que vivem através de sentimentos tão baixos quanto a ganância, a inveja e a luxúria fútil. Mas cada um faz suas escolhas e assume as consequências de seus atos. Em circunstâncias assim, pouco se pode fazer para elucidar outros prismas.

Mulher de verdade é luz, é amor, é a própria deusa manifestada em toda sua exuberância e poder.
Infelizmente, nós nascemos e crescemos em uma sociedade patriarcal. Onde desde infantes somos informados sobre a inferioridade feminina, como se sua sensibilidade fosse uma fraqueza, sua sensualidade um pecado e seu poder algo que precisa ser contido e adestrado.
Assim caminha a humanidade, a passos de formiga de volta ao ventre da feminilidade.
Redescobrindo sua divindade, reaprendendo a respeitá-la e comungar de sua sabedoria.
Quando religião, sociedade e seio familiar embutem os pensamentos dessa filosofia torpe, as meninas/mulheres crescem inseguras de seu potencial.
Pode até demorar, pode até mesmo ser dolorido, mas ela vai despertar para sua luz interior e quando o fizer nada poderá impedi-la de alcançar o céu.

Toda mulher tem no ventre a força da criação, uma energia expansiva e poderosa. Ela sangra por dias todos os meses, sem perder a vivacidade em seu olhar e a beleza de seu sorriso.
Criativas, encantadoras, decididas e intuitivas devolvem ao mundo o potencial que delas é tirado, em dobro.
Infelizmente, algumas não desenvolvem essas percepções e agem feito boiada junto com o restante da sociedade. Não percebem que podem interferir, causar, impactar e mudar.
Voltam-se contra as outras por causas mesquinhas, como homem infiel ou demarcação de território, quando na verdade é justamente o respeito pelas fêmeas de um ambiente que garante que esse tipo de picuinha não se manifeste.
Essa mulher, a mulher de verdade, sabe bem como conter essas trivialidades bestas, pois seu olhar fala, sua postura demarca e a movimentação de energia sutil deixa clara a hierarquia.

Mas o que considero realmente lamentável é a pouca ou nenhuma informação que as mulheres passam aos seus amantes. Muitas delas se submetem a sexo da pior qualidade, sem prazer algum e em alguns casos até mesmo dor. E por quê?
Seria preguiça? Medo? Ou não desenvolveram ainda sua própria sexualidade?
É papel de toda mulher ensinar.
E se o assunto é sexo, fica intrínseca a necessidade dessa troca.
Homens pouco conversam de maneira produtiva sobre sexo, raramente se preocupam em estudar e aprender através de outras fontes que não sejam a pornografia. Por isso muitas vezes sequer sabem encontrar um clitóris.
E se aprendem um truque ou outro, se sentem dominadores do assunto, do tipo Don Juan que sabe tudo sobre mulheres. Infelizmente a realidade bate à porta quando esse homem tem em suas mãos uma mulher de verdade.
Homem que não sabe beijar, acariciar, penetrar na hora certa, masturbar uma mulher, que sequer consegue deixa-la excitada (lubrificada). Meninas, isso é muito mais comum do que se possa imaginar. E não pensem que se trata de muleque, que acaba de começar suas aventuras sexuais, não... Tem muito homem por aí que mais parece menino, tanto na hora de seduzir quanto na hora de amar.

Sabe aquela máxima, “Machista é criado por mulher”?
Bem, é verdade.
Uma mulher que, pela razão que for, não consegue ensinar e exigir respeito, não faz mal apenas a si mesma. Ela condena todas as mulheres que farão parte da vida desse “macho man” ao mesmo trato e falta de dignidade.
Uma mulher que deixa passar agressividade, grosseria, malcriação, desrespeito; está afirmando pela ausência de ação que “está tudo bem, tratar uma mulher assim”.
Mães são essenciais no papel de criação na vida de um homem de verdade.
Do tipo que é gentil, educado, cortês e por que não, bom de cama.
Se ele não sabe tratar bem uma mulher, isso não vai mudar na hora em que estiverem nus e se olhando nos olhos.
O problema é que a maioria das mulheres não tem paciência para essas pequenices, e acaba deixando o problema para a próxima, apenas eliminando esse sujeito de sua convivência.
Passar a bola adiante pode se tornar uma bola de neve e esse homem chega à idade adulta sem entender o porque de não conseguir ter uma mulher que queira estar ao seu lado para um relacionamento sério.
Ying Yang, uma troca energética que se manifesta através de todos os princípios opostos do universo. Mulheres tem energia predominante Ying e homens Yang.
Eles nos ensinam, nós os ensinamos.

E em se tratando de sexo trata-se de aprendizado e adaptação.
Dos modos de amar de cada um, sem preconceitos, sem certo ou errado, desde que se parta do princípio de que ambos precisam gozar dos prazeres do corpo nessa troca lasciva.
Aprender a pedir aquilo que gosta, refrear de maneira suave mas direta aquilo que desagrada, ensinar pequenos truques que levam ao gozo, proporcionar prazeres dignos de quem se dedica à essa arte... Não é uma questão de gênero, é uma necessidade, bom senso.
A sexualidade tem papel tão importante na vida quanto o trabalho, a saúde, a vida social e a religiosidade.
Vivenciar com intensidade, sem preconceitos ou pudores, baseando no prazer o ponto de equilíbrio dessa busca, é uma necessidade básica do corpo, da mente e da alma.

Toda mulher, no fundo, no fundo, sabe disso desde sempre.