PEDOFILIA é coisa séria, muito séria.



O pesadelo de toda mulher é a imagem de seu homem indo sorrateiro até o quarto das crianças, no intuito de tirar delas a inocência e a pureza, cruelmente arrancar sua essência cândida sob a asa da mãe dormente.
As estatísticas apontam números horripilantes, onde não existe um perfil padrão. Homens que abusam de crianças estão em toda parte, sendo professores, tios, pais, vizinhos... de várias faixas etárias e independendo de classe social.
A verdade é que um pedófilo passa despercebido em sociedade. Sua covardia só se denota entre quatro paredes, com quem não possa se defender, longe dos olhos atentos das mães.
O abuso físico quebra a alma do ser humano, lhe tolhe a capacidade de se desenvolver saudavelmente, lhe causando doenças psicológicas por toda a vida. Além do que, sua vida sexual tende a ser altamente problemática e afetada pelas memórias latentes.
Segundo estudos, a probabilidade de uma criança abusada sexualmente se tornar o abusador quando chega à puberdade ou idade adulta é proporcionalmente grande, e real. Especialmente se a criança abusada não recebe o acompanhamento necessário para se recuperar do trauma, ou pior, não consegue se livrar das garras de seu algoz.

Eis uma doença que muitas pessoas lutam para controlar, porém por estar intrínseca ao desequilíbrio emocional-sexual, acaba se tornando parte predominante da sexualidade do indivíduo.
Muitas vezes não conseguem sentir prazer, ou tesão, salvo com a imagem de estar estuprando uma criança.
Conseguem imaginar?
Conseguem imaginar que algum dos leitores desse blog esteja lendo isso, imaginando a cena e se sentindo estimulado sexualmente, literalmente excitado?
Infelizmente a realidade é cruel, e esse tipo de crime costuma acontecer por oportunidade. Ou seja, ao perceber a abertura e facilidade da circunstância o pedófilo age, utilizando de sua covarde força física e manipulação psicológica, garantindo que ninguém venha a saber do que fez.
E muitas mães, pela correria da vida, se desdobrando entre trabalho e casa, família e obrigações, acabam demorando a perceber as alterações emocionais de seu bebê.
Criança abusada não precisa falar com a boca.
Ela fala no comportamento que passa a mudar drástica e permanentemente. Se torna violenta, vai mal na escola, cria problemas e confusões, pode vir a agredir os irmãos ou animais de estimação, agir com certa crueldade ou simplesmente se tornar extremamente sensível, do tipo chorona e absolutamente silenciosa, desinteressada de tudo.

Eu sofri abuso do meu pai, aos 11 anos de idade.
Senti seus olhos sobre meu corpo pré-adolescente que já apontava sinais da puberdade, tais quais alguns poucos pêlos pubianos e os seios iniciando crescimento. Ele me obrigava a tomar banho em sua presença noite após noite, até que tomou coragem para fazer algo.
Felizmente minha mãe interrompeu a situação e, dos males, o menor.
Mas mesmo ele não tendo concluído o ato, foi como se tivesse. Ainda que fosse uma criança, eu sabia que aquilo havia sido errado. E o único homem no mundo que deveria me proteger por honra e obrigação, destruiu minha inocência.
Esse foi um trauma que levei 14 anos para superar. Me impediu de crescer livre da depressão, do medo latente de todo ser do sexo masculino, da vida em si.
Mas aos poucos, cada um recupera a dignidade, o direito à felicidade, o perdão para que esse passado se cure; e da cicatriz, só resta a certeza da importância em lutar contra esse mal.

Sou contra a erotização de crianças, meninas usando salto e minissaia, dançando funk.
Considero uma deturpação da infância, incentivo à mente doentia do pedófilo de considerar essa criança apta à sexualidade.
E sou à favor de uma pena simples e duradoura para o combate à pedofilia e ao abuso sexual em geral. Homem que abusa sexualmente merece ser esterilizado quimicamente. Procedimento indolor, que pela impossibilidade de produzir os hormônios sexuais, deixa o homem incapaz de sentir tesão, de sequer ter uma ereção.
Ele terá toda sua vida pela frente para ser feliz, buscar cura para suas limitações e distúrbios psicológicos e a sociedade fica livre de um abusador.
Simples, humano e solução permanente.
Sendo mãe de duas meninas, tem uma coisa que eu posso garantir: Se algum dia, por alguma absoluta infelicidade algo dessa natureza acontecer a uma delas... Bom, esse “homem” vai ficar sem seus dois testículos. Sendo um caso de cunho pessoal, não teria piedade, não seria indolor e ele assistiria à cena consciente. Então eu conseguiria cuidar das minhas filhas sabendo que justiça foi feita, e esse covarde foi castrado.

Mas deixando o pensamento vigilante* de lado, faço esse alerta a pais e mães. Seu filho ou filha nunca está intocável para esse tipo de situação. Observe seu filho, converse com ele e mantenha um diálogo simples e franco sobre os conceitos básicos de uma infância e uma sexualidade latente saudável e feliz.
Explique sobre o fato de que o corpo é só nosso e ninguém tem o direito de tocar nele sem a nossa permissão. Procure se informar de homens que convivem com seu filho e poderiam ter a oportunidade de fazer algo ao ficar sozinho com ele, seja na escola, aulas extra-curriculares ou em casa. Conheça essas pessoas.
Ensine seu filho a cuidar e amar seu corpo, permitindo que tenha uma visão saudável a respeito de nudez infante ou adulta. Ele precisa construir uma imagem feliz quando se olha no espelho, pois isso garantirá que ao entrar na puberdade sofra menos com as mudanças.
Explique, sem entrar em detalhes, que se alguém algum dia tentar tocar seu corpo, suas partes íntimas, isso deve ser imediatamente informado ao papai e à mamãe. E que não importa o que digam, os pais precisam saber de tudo. Não importa que ameacem machucar, que ofereçam brinquedos ou bichinhos de estimação. Papai e mamãe precisam estabelecer uma imagem de total confiança, onde a criança se sinta completamente aberta para falar sobre medos e circunstâncias que fujam à rotina ou ofereçam risco.

Eu criei a Divino Amor como forma de ajudar outras pessoas que, como eu, tiveram ou tem dificuldades na vida emotiva-sexual. Seja por um trauma ou não, você tem direito à sexualidade de qualidade, saudável, bem-aventurada. Considero a sexualidade plena e feliz um direito inerente ao ser humano que jamais deve ser ignorado. Ter prazer, dar prazer e sentir alegria sob esse prisma é ponto chave para a felicidade completa.
Mulheres e homens que tem uma relação saudável entre seus relacionamentos afetivos e sua sexualidade são seres mais gentis, responsáveis, maduros e coerentes.
E digo com alegria que todo e qualquer trauma pode ser superado, a felicidade restabelecida e a vida seguir naturalmente.

Agora uma palavra à você, pedófilo.
Quando criança, vi meu pai lutar transtornado contra seu ímpeto. Eu não sabia na época, mas ele era uma pessoa muito doente. Hoje, já falecido, não tenho a oportunidade de entender como e/ou porque ele desenvolveu esse distúrbio.
Mas a verdade é que é uma doença gravíssima, que precisa de acompanhamento. Procure ajuda de um psicólogo e/ou psiquiatra. Sozinho você provavelmente não vai conseguir controlar essas urgências da sua sexualidade.
É possível passar uma vida sem fazer mal a um ser inocente, é perfeitamente possível ser feliz sem destruir a chance e o direito à felicidade de outra pessoa.
Esse problema surge sem explicação, ou pode até ser que lá atrás você foi essa criança, mas do ponto de vista científico, sua química cerebral tem distúrbios e as áreas que deveriam causar sensações de afeto e protecionismo causam, em vez disso, excitação e vontades. Portanto, você precisa buscar ajuda profissional para conseguir controlar e evitar o pior.
Espero que consiga, que seja responsável e entenda acima de tudo que o único caminho para a liberdade é dar o primeiro passo e assumir para si mesmo que tem um problema.

 *Vigilante, filme, Wathcmen (http://www.youtube.com/watch?v=ARDhJ2dpuYU)