Rosa
Rosa é flor delicada.
Corpo de mulher, mas jeito de menina, meiga e tímida na cama.
Ela gosta de sentir prazer, mas não tem muita segurança do que quer nem de como conseguir.
Quando ama, Rosa se deita sem esboçar muita reação às investidas de seu amante. Fica impressionada por sentir algo duro entre suas pernas e na simplicidade de entra e sai extraírem prazer da situação.
Gosta de ser segurada, abraçada e beijada com carinho para fazer amor. Mas sente vontades que não entende às vezes. Cresceu ouvindo que isso só se faz pra ter filhos e por isso sente certa culpa pelo desejo que tem de consumir o corpo alheio.
Mantém as unhas bem escondidas, não rebola muito, nem assume o trote. Sentar sobre ele e permitir que a veja, jamais.
Certo dia Rosa se apaixonou por um rapaz de beleza moderada, mas gentil e bem afeiçoado.
Depois de meses aos beijos acabou rolando algo que ela não conseguiu conter.
Era uma falta de ar, uns sons que saíam dela, mas dessa vez não sentiu medo porque confiava em José. Ele era homem bom, sempre cuidou dela, jamais a desrespeitou e a tinha como sua donzela.
Mas dessa vez algo estava diferente.
Rosa sentia vontades fortes, arrebatada por um tal desejo que mal conseguia controlar. Sua pele arrepiava a cada beijo que José lançava ao seu pescoço, suas mãos estavam inquietas e procuravam as calças dele impacientes.
José tinha um gosto interessante, ela pensou, quando não se conteve e lançou a boca ao pênis ereto dele. Um gosto interessante e um cheiro bom, de quem era limpinho e se cuidava, e Rosa apreciava muito isso.
José extasiado pela primeira chupada se deitou de olhos fechados, acariciando os cabelos de Rosa, agradecido.
E quanto mais rosa chupava, mais sentia vontade de engolir ele por inteiro. Percebeu que se ele estava molhado era tudo mais fácil então lançou mão de sua língua com longas e molhadas lambidas.
Tudo estava em paz no peito de Rosa, dessa vez não sentia culpa, aquilo lhe pareceu tão natural e bonito, feito consumação do amor de uma vida toda.
Então ela subiu, engatinhando devagar sobre José, que mal reconhecia a recatada Rosa, mas respirava aliado por ter uma mulher tão bela em seus braços.
Ela estava diferente, mais sensual, mais solta e sem um pingo de vulgaridade.
Extasiado ganhou sua ereção por completo quando viu rosa sentar-se sobre seu pau tímida e devagar. Sua face misturava curiosidade, vergonha e lascívia.
Rosa não conseguiu olhar diretamente para Pedro e por alguns segundos permaneceu ali, parada. Fitou-lhe o umbigo e seus cabelos lhe caíram sobre o rosto enrubescido.
Sentou-se então mais confortavelmente, permitindo que dessa vez o pênis de José entrasse por completo. E num segundo seu rosto mudou, arregalou levemente os olhos assustada. Nunca tinha sentido aquilo antes.
A princípio ficou preocupada, mas José demonstrou carinho, lhe tomando as mãos e beijando seguido das palavras que Rosa amava ouvir de seu homem “Eu te amo, Rosinha”.
Aquilo lhe acalmou o suficiente para perceber que era prazer o que sentira.
Nalgum lugar ali dentro de seu ventre, estava a semente do amor.
Rosa então procurou novamente, mexendo o quadril devagar, de um lado a outro recebendo carinhosas as mãos de José sobre suas coxas. Entre os cabelos espiou seu amado e notou que sua face aparentava paz e prazer.
Foi quando se inclinou levemente para trás que sentiu novamente. Era algo intenso, que pedia mais. Já sem a proteção dos cabelos Rosa soltou um gemido e seu rosto se transformou.
Aquilo enlouqueceu José que dessa vez precisou se segurar para não toma-la por completo.
Ele sabia que não era hora ainda. Então apenas levantou sua rosa com seu quadril devagar, aumentando a penetração e o prazer de Rosa.
Rosinha não sentia mais vergonha. Meiga como só ela, deixou seu corpo se mover, como se soubesse fazer aquilo por instinto. E a cada movimento a onda de prazer aumentava.
Quanto mais prazer sentia, mais seus seios se moviam denotando movimentos mais intensos e voluptuosos.
Nossa Rosa estava agora à beira de um orgasmo e hesitou. Não sabia como era aquilo, nenhum outro homem havia tido jeito com sua doçura, nunca havia sentido tanto prazer.
Mas José conhecia sua amada muito bem, sabia do que ela precisava.
Lhe tomou a nuca na mão e beijou sua boca com ternura e desejo, lhe olhou nos olhos e perguntou “Confia em mim?”
Rosa com medo e tesão não conseguiu formar uma palavra. Apenas murmurou “Uhum...”
Nosso apaixonado José lhe tomou num dos braços e com o outro levantou levemente seu quadril. Apoiou as pernas e fitando Rosa começou a penetrá-la em uma velocidade ascendente sem intervalos até ver o fogo em seus olhos. Então a empurrou para que se sentasse levemente inclinada para trás e estocou com vontade, agora sem qualquer suavidade.
Era fogo que seus olhares dividiam, em corpos suados e num orgasmo que levou Rosa aos gemidos ecoantes.
Seu rosto se contorceu de prazer, suas pernas amoleceram e seu peso cedeu sobre o corpo de José que a tomou nos braços depois de gozar.
No dia seguinte, estavam no altar e o “Sim” ressoava aos ouvidos emocionados de todos.
Rosa não podia contar sua alegria e logo depois de suas juras sussurrou ao ouvido de José “Vamos fazer uma parada antes de chegar à festa, quero mais!”, se virando em seguida para as famílias reunidas que aplaudiam o mais novo casal.
