Sexo com vontade/tesão





Nossa sexualidade é determinada por uma descarga hormonal que se inicia na puberdade e segue através da vida adulta até a velhice.
O testosterona é um hormônio que está presente no corpo masculino e sua dosagem determina várias questões relacionadas não apenas ao tesão, mas também comportamento, pelugem no corpo, timbre de voz, agressividade e até mesmo fidelidade. As pesquisas têm comprovado a ligação direta que há entre altas doses de testosterona e o posto de “macho alfa”. A matemática é simples, quanto mais testosterona, mais tesão.

No caso da mulher essa relação hormonal está mais ligada ao seu ciclo menstrual, envolvendo predominantemente sua fertilidade.
Quanto mais fértil ela está, mais inclinada à satisfação da luxúria sexual.
Essa dança de hormônios extrapola através de cheiros (feromônios), aumento do busto (inchaço pré-menstrual dos seios, característicos do pico fértil do ciclo menstrual), yoni mais lubrificada e com um aroma suave e convidativo, pele mais vistosa, quadril dançante ao caminhar, apetite sexual predominante, etc.

Mas aquele sexo feito com vontade, tão mais gostoso, passa pela dança hormonal sim, porém também envolve a sedução, a capacidade de instigação e excitação. A troca de olhares provocativos, toque, beijo, arrebatação dos sentidos e finalmente, a penetração.
Se houve compatibilidade, se houve êxito, a mulher estará altamente lubrificada e provará de um imenso prazer ao sentir o pênis deslizando molhado até preenchê-la completamente.
Seus sentidos provarão de sensações variadas ao somar seus movimentos ao corpo dele numa gangorra altamente erótica e prazerosa.
Não é uma delícia?

Mas voltando à realidade, nem sempre isso acontece. Na verdade, quando ela é penetrada sem lubrificação suficiente sente desconforto, inadequação e dor. Sim, ela pode vir a se lubrificar, mas a dor trata-se da penetração forçada, que nada mais é que a musculatura vaginal sendo estirada sem “aquecimento” apropriado, a parede da vagina sendo friccionada (e em alguns casos escoriada), e a vagina, por falta de dilatação é preenchida forçosamente.
Isso é um grave erro de cálculo.
Erro dele, por penetrar mesmo sentido a ausência de lubrificação, erro dela, por submeter-se à dor para satisfazê-lo.
A yoni é literalmente como uma flor desabrochando, quando está plena de pólen e mel.
Ela incha, se abre molhada e se prepara para receber seu “polinizador”. E isso precisa acontecer naturalmente, sem adição de saliva ou lubrificante (salvo em caso de disfunção orgânica).

Poucas pessoas sabem, mas o orgasmo acontece no cérebro. Ele é provocado pelo sistema nervoso, que recebe as informações dos estímulos eróticos corporais (em processo ascendente), que em seu ponto mais elevado levam à explosão do orgasmo.
Mas de nada adianta esperar que uma mulher tenha um orgasmo se ela sente dor, se não está excitada, se as carícias não estão agradando, se ela não está à vontade com o que está sentindo.
Se ela diz que não está bom, não insista, não diga que vai ficar melhor, pra “confiar”. Mude a estratégia, observe o que o corpo dela pede. Ouça seus sons, respeite quando/se ela se esquiva.

O desejo vai muito além do quanto ela gosta de seu parceiro. Pois amor não equivale a orgasmos, necessariamente. A verdade é que é uma faca de dois gumes. A forma como a trata interfere no sexo, deixando-a mais ou menos feliz com sua aproximação lasciva. Se é gentil, carinhoso, educado, a faz rir, soma à sua vida, tudo tende a fluir melhor.
Mas infelizmente não existem fórmulas perfeitas. Mesmo que sejam grandes parceiros na convivência, podem haver sim, complicações no sexo. Incompatibilidade, seria o termo mais correto.

Sexo é algo tão vasto quanto as estrelas do céu.
Cada corpo pede carícias, intensidades... modalidades diferentes.
Há quem goste de dor, há quem a abomine, e quem goste “na hora certa”.
Há quem goste de sexo oral, há quem só se satisfaz com ele, quem tenha nojo da prática.
“Praticar sexo faz bem à saúde e preserva a juventude”, li certa vez num compêndio sobre medicina.
Sexo com vontade se traduz em satisfação, em tesão e na inevitável vontade mútua de se devorarem. Corpos se conectam, sons lascivos se tornam cada vez mais altos e incontroláveis, olhares excitados se encontram, e a pele eriça em libido e prazer.
Mas a compatibilidade pode ser automática e/ou cultivada.
Nada tem a ver com sentimentos, mas sim, corpos e modalidades sexuais.

A impaciência é grande inimiga da penetração com prazer, do deleite sexual.
O melhor termômetro que existe é, sem dúvida, a lubrificação dela.
Seu nível de excitação fica claro, e os caminhos eróticos que suas mãos, boca, língua e pênis/yoni trilharam levarão a um orgasmo que não é arrancado à força, mas sim dado como presente divino em voluptuosa entrega.
Muitas vezes por ignorar esses fatos, parceiros/as perdem a oportunidade de oferecer prazer genuíno às suas mulheres. Não por maldade, falta de carinho ou qualquer coisa do tipo. Mas por pura falta de conhecimento sobre os modos de amar de suas mulheres.
Num caso assim é essencial que sentem para conversar, que se tenha humildade para ouvir a opinião dela e aceitar suas sugestões. Reconhecer que não importa a idade, sexo é um assunto extremamente amplo e ninguém conhece tudo. São premissas de um amante dedicado, respeitoso e acima de tudo, nobre.

Nenhuma mulher pode ou deve se subjugar a uma sexualidade sem prazer, sem tesão, sem o deleite... a entrega. Ela merece ser apreciada por um amante atencioso e gentil, que respeite seu corpo e sua opinião, suas necessidades e seus sentimentos. Se isso falta, então falta tudo.
Mas ela pode e deve se abrir com sinceridade com seu/sua amante, deixando claro o que sente e mostrando alternativas no intuito de encontrarem juntos/as o equilíbrio de sua gangorra erótica.
Carinho e respeito se mostra entre quatro paredes, antes de mais nada.
A maturidade dos dois determina o sucesso em suas aventuras eróticas, os altos níveis de prazer e os orgasmos múltiplos que ambos podem experimentar nessa jornada.
Sexo com tesão não tem preço, com respeito é ainda melhor, com paciência... essencial.

Sugiro que ela tome nota das limitações que surgiram durante o sexo e faça uma proposta indecente: Amarre-o na cama, ou o proíba de assumir o comando por uma transa completa.
Diga que irá amá-lo/a exatamente como aprecia ser tocada. E faça seu melhor.
Nesse momento ela precisa deixar de lado aquilo que sabe sobre seu/sua amante. Aqueles detalhes que ela sabe que o/a enlouquecem. Pois se misturar as informações, não terá sucesso nessa brincadeira. Mas a malícia, o vislumbre de seu corpo, o beijo, os toques, tudo isso são estímulos mais do que suficientes.
Não tenha medo de não conseguir satisfazer, esse momento é seu e é uma oportunidade única para demonstrar o que lhe agrada, o que lhe enlouquece, o que prefere evitar.
Se desejar, converse, com aquela manha erótica na voz, sobre o que gosta, o que quer, o que não pode acontecer. Sensualidade, bom humor, e segurança em sua sedução felina trarão ótimas surpresas nessa brincadeira.

Cada amante tem uma história, experiências que lhe excitaram e marcaram sua assinatura sexual. Isso acontece com todos nós, e é importante para a construção de nossa sexualidade de maneira saudável. Porém um “aberto/a a novidades” precisa prevalecer sempre, ainda mais quando a parceria é recente, deliciosamente precoce.
Todos temos algo a aprender e ensinar quando o assunto é sexo. Cabe entender que nem tudo o que trouxemos na bagagem será útil com nosso/a amante atual.
Essa maturidade garante mais...
...mais prazer, mais tesão, mais orgasmos, mais sexo!

Seja aquele amante mergulhado em testosterona que adora transar diariamente, preferencialmente mais de uma vez por dia; seja o amante moderado, que prefere qualidade a quantidade...
A construção da compatibilidade sexual plena é um processo natural e de crescimento para todo casal, aqueles verdadeiros amantes da vida através do prazer.