Eu durmo sem calcinha.
Nesse frio vai até um pijama, algo quentinho pra envolver o corpo na falta de um cobertor felpudo ou um abraço pele com pele, pêlo com pêlo.
Mas não, não quero uma calcinha. Não pra dormir.
Quero que ele me sinta por baixo das roupas sem tecidos, costuras, elásticos ou outras dessas invenções anti-sexo. Quero que se surpreenda passeando a mão sob minha calça, onde há algo mais interessantemente úmido lhe esperando que uma calcinha.
Então posso me abusar, tomar o lado dele da cama.
Posso lhe tomar num abraço inverso, de costas tomando seu corpo, me permitindo sentir o entumecido corpo que não conseguirá resistir às investidas.
Do sexo visceral à tímida rapidinha que mal abaixa a calça, mal remexe as cobertas...
Só queria que soubesse, eu durmo sem calcinha.
Sou assim, fogosa por natureza, simplesmente tentadora.
E não importa quantas camadas em tecidos ou palavras hajam sobre esse corpo, calcinha hoje você não vai encontrar.