Das aleatoriedades da vida





Já parou para pensar alguma vez?
Que as coisas são um tanto caóticas e aleatórias!?!
A vida te atinge com pessoas e situações que se você preferir (ou estiver destraído demais), poderá ignorar. E o rumo natural de tudo segue levando e trazendo das mais variadas e complementares coisas que sequer conceberíamos. Tudo, desde a música que você ouve até aquele momento que te faz sorrir não passa de um ponto no tempo-espaço que se mistura a outros bilhões de pontos formando o que chamamos de presente. É assim que acessamos a rede universal de informações. A cada despertar, passo, escolha, sonho, piscar de olhos. E assim, sem nem pensar a respeito, abrimos caminho pelo subconsciente, fazendo as conexões numa velocidade estonteante
Acessando links na busca de soluções.

Uma empreitada ainda maior ao formular essas perguntas que nunca cessam, eis a vida. Uma mistura de sentimentos com o passado e o presente, trabalhando por um futuro.
Assim evoluímos eu e você, sujeitos ao tempo, aos sentidos e sentires de um corpo finito num universo infinito.


Se as conexões possíveis em nosso cérebro são tão numerosas quanto a própria quantidade de átomos existentes no universo, me diga, porque permaneceria eu aqui?

Sentada sobre meus problemas ridículos, apiedada de/em uma situação completamente passageira.

Reviravoltas que se acercam na teia da vida? São assim, nada inéditas, nem tanto mais difíceis pra quem lembra de onde veio.

E mesmo assim ciente da insignificância e crucialidade do momento, no meu universo particular, trata-se de todo o futuro nas mãos.
Pois bem, a vida é feito jogo de paciência.
Viramos os dias sem saber o que eles escondem.

Nesse tabuleiro não dá para desfazer ou voltar. Só é permitido um recomeço do “aqui por diante”, o que está feito permanece na lembrança, no gosto conhecidamente amargo que algumas delas deixam na boca.

Não dá pra zerar o conhecimento adquirido, ainda bem.
Garantia de que sempre saberei como me levantar e caminhar.
E principalmente, observar as pedras das quais é necessário desviar para evitar joelhos ralados por imaturidade. E o mais incrível é que ainda que absolutamente tudo se perdesse, meu corpo seria capaz de vagarosamente refazer as conexões, se auto-reprogramar para garantir que a solução de problemas, esse BIOS do hardware básico – nosso cérebro – permaneça intacto enquanto o hardware estiver ativo.

Reconheço que há certo alívio nessa trava de segurança que se apresenta. Mesmo que tudo, absolutamente tudo se perdesse. Ainda assim, haveria o permitido e garantido recomeço. Talvez um pouco mais atrapalhado, mais lento, precisando de auxílio externo para dar a base. Mas enquanto houver vida, há esperança. Maravilhas da natureza.

SOU GRATA.