Do Tantra no sexo casual – a Shakti** e seu bhakti*

O encontro com uma mulher tântrica assusta.
Ela é mais sensual que as outras, é mais madura, despojada, confiante.
Não tem tantas amarras e repressões quanto normalmente se vê nas mulheres ocidentais.
Ela vai buscar prazer sem medo, sem julgamentos, sem pudores morais, sem hipocrisia.
Talvez ela seja intensa demais. Talvez invada seu corpo com “requintes de crueldade”, tamanha impressão que ela deixará em sua memória, sempre que lembrar do modo como ela tomou seu pênis entre os lábios.
Ela não tem vergonha de gostar de sexo. Se compraz sorridente com essa troca, na verdade.
Gosta de se divertir e brinca. Sorri quando o vê se deleitando, gemendo, implorando por mais.
Talvez tenha alguma dificuldade em lidar com homens que vêem o sexo de um panorama comum.
E não, ela não vai praticar sexo tântrico com você caso não esteja pronto para isso. Nem vai exigí-lo. Ela compreende que você ainda não está totalmente pronto para a Arte sensual.
Na verdade, de certa forma, vai. Pois o Tantra está nela, e ela esta em você por essas horas.
Ela vai habitar o seu corpo como se sempre estivesse ali. Degustá-lo, explorá-lo, cobrí-lo.
Vai deixar seu corpo eletrizado, vai mexer com suas fantasias, incomodar seus preconceitos.
Talvez você ache estranho a intimidade que ela requer.
Talvez fique até mesmo desconfortável, com ideias pequenas de possessividade, ou julgando-a inferior por se abrir para você tão sem barreiras, por usurpar de uma postura que não caberia a uma “mulher direita”.
Ela vai adentrar seu ser buscando apenas o prazer real, profundo, intenso.
A troca energética, o limiar da yogini sinceramente engajada no tantra.

“Trata-se de honrar e preencher seu parceiro com o êxtase divino. Transar trata-se de “fazer amor”.
Fazemos amor nos entregando, fazendo por alguém além de nós mesmos, sem esperar retorno por isso. Isto é a definição de amor. Não exatamente comprometimento para uma vida. Não se trata do passado ou do futuro. Mas sim de servir (seu parceiro), naquele exato momento.”
[Yogani – Tantra, discovering the power of the pre-orgasmic sex]

Para ela não importa quantas passaram pelo seu corpo antes ou depois dela, assim como não importa quantos ela já amou. Para uma mulher como essa, importa apenas a bagagem que você carrega.
O tipo de emoções que cultiva, a forma como a reverencia pela sua beleza e superioridade no sexo.
Trate-a com respeito.
Seja inteligente e a absorva por completo. Permita que ela o transforme.
Ela é sua por esta noite. Mas jamais será sua por completo.

Lembra? Ela não é posse, nem possui.

*Bhakti (sânscrito) – Desejo considerável por algo mais. No Tantra costuma representar o desejo por algo além da concepção básica de sexo como apenas o contato entre genitais.


**Shakti (sânscrito) – Energia. Também consta como a denominação da mulher tântrica.