Ela era mulher feita, loba experiente que selecionava a dedo o sortudo que lhe conheceria os segredos, as curvas, os gemidos insaciáveis. Pelo menos até que encontrasse seu eleito.
Mas não, não aparentava. Preferia se esconder na simplicidade à luz do dia, pra se revelar aos olhos de quem se apresentasse digno, discreto, merecedor.
Não perdia tempo com moleques egoístas e amantes medíocres.
Sentia no cheiro, no olhar, na postura. Sabia que homens de verdade eram poucos, muito poucos.

Um encontro marcado, com tempo suficiente para desfrutar de todo prazer e deleite que aquele momento pudesse proporcionar.
Estava para o prazer, provocante, trajando roupas que valorizavam suas curvas e sua beleza ímpar.
Dessa vez não esconderia a felina que lhe habitava, ela estava à flor da pele, no brilho do olhar, na boca corada e suculenta. Para os ouvidos mais aguçados poderia-se ouvir um ronronar dengoso e safado.

O desejo saltava aos olhos, enquanto vinha na sua direção com um sorriso contido no canto da boca, num caminhar sem pressa. Mantinha os olhos fixos nos olhos dele, escapando vez ou outra para o deleite na imagem que se lhe apresentava.
Homem no alto dos seus 25 anos, borbulhando energia sexual que exalava naquele cheiro quase imperceptível que a assaltava a favor do vento. Benditos feromônios, delícia de perfume.
Alto, peitoral definido, capaz de levantá-la com facilidade pra satisfazer suas mais ínfimas ou loucas fantasias. Ela sempre gostou de sentir-se enredada nos braços do seu homem.

Aproximou-se num caminhar ondulante, deixou o sorriso de lado e parou na sua frente sem dizer uma palavra. Um beijo ardente foi a saudação chamando-o bem-vindo.
Deixou-se tomar em seus braços, absorvendo seu cheiro, seu gosto, seu toque.
Mas não deixou-se beijar, beijou-o a seu modo, passeando as mãos pela nuca, apertando os seios contra seu corpo num abraço ardente e saudoso.
Como já esperado, ele estava pronto. Corpo à postos e se ela desejasse, a tomaria ali mesmo.
Da boca passou ao pescoço, mordiscando de leve, sorvendo molhado o gosto daquele deus grego.
Estava também pronta, sua flor foi desabroxando à medida que caminhava na direção dele.
Mas queria com tempo, com brincadeiras, com graça e leveza.
Quando já ele não conseguia se conter, sentindo as mãos dela passeando, tateando todo seu corpo, ela o conteve sorridente, moleca. Disse um “Oi!”, tentando lhe arrancar o sorriso que a enfeitiçara.

Lhes aguardava um quarto com privacidade suficiente para os gemidos não precisarem ser abafados, onde a luz do sol penetrasse enquanto ele se punha e a lua passeasse ruborizada no céu daqueles amantes cheios de fogo.
Frutas e água à disposição, para beber ou banhar, a cada intervalo.
Ali, eles se perderam do tempo e do mundo, entregues.

Ela, paciente, deixou-se tomar pelo garoto impaciente e apressado por alguns segundos. Queria sentir toda sua fúria e desejo, sua força e tesão que se mesclavam aos beijos e afagos.
Mãos grandes que lhe cobriam os seios delicados e róseos sob a roupa, boca sedenta, olhar eufórico.
Ela apreciava aquela energia e sabia como transformá-la em prazer a contento.
Antes que ele começasse a despí-la, parou, ofegante.
“Temos tempo.” Ela disse baixinho com ambas as mãos sobre seu peito, secretamente tendo também que se conter, queria degustar daquele corpo devagar.
Quando ele a olhou indagando o que ela queria dizer, estava ali a deixa.
Puxando-o pela camisa seguiu em direção à cama onde ele sentou.
Havia música que sequer notara, um blues suave e sensual.
Ela se afastou dele coisa de dois passos e começou a dançar provocante, despreocupada.
Olhos fixados nele, tinha os quadris ondulantes e voluptuosos. A roupa lhe adornava o contorno esguio e alvo. Mulher linda com cabelos longos em pequenas tranças. Para aquela ocasião usava maquiagem, salto alto e uma lingerie nova.

Dançando instigante e sexy, foi revelando devagar partes do corpo sob os tecidos que pareciam se soltar escorregadios, pedindo pelo chão.
Sobre o salto contornava o quadril em círculos luxuosos, as mãos pareciam enfeitiçar, o olhar destilava sedução.
Tirou parte das vestes e foi se aproximando devagar e dançante do seu homem que sentado, sem se mover, alcançou seu ventre desnudo aos beijos, abraçando o quadril com aquelas mãos másculas e milagrosas.
Ela lhe arrancou a camisa com certa violência e pressa, mordendo os lábios e passando de leve as mãos que deixavam sobrar unhas pelo peito.
Virou devagar e empinou seu bumbum delicado sob a lingerie de renda preta para que ele se esbaldasse. Beijou, mordeu e deu-lhe um tapinha de leve arrancando um suspiroso gemido de sua gata manhosa.
Logo em seguida ela sentou-lhe ao colo. Sentindo o pau que a essa altura já estava saltando para fora das vestes sem pudor algum. Entre as nádegas, sentiu a firmeza molhada do seu bem-feitor.

Com uma suavidade que a surpreendeu, ele tomou-lhe os cabelos entre os dedos, levando-os à frente do corpo, sobre o seio direito, e beijou-lhe a nuca e as costas devagar. Sentia a pele dela arrepiar sob os lábios que arfavam em beijos molhados.
Ela por sua vez, soltava gemidos fazendo-se mapa da mina, a cada gesto acertado de seu conquistador. Por certo, se pecava era por demasiado tesão, ela já o sabia amante atencioso e astuto.
Cuidadoso lhe acariciou as costas, seu ponto fraco, que a fez arquear empinando o bumbum e apertando seu homem contra a fenda úmida e convidativa que se escondia sob a calcinha. Sentiu seus seios sendo tomados entre as mãos habilidosas, sob o sutiã que ela abria com a rapidez que só uma mulher.

Os beijos dele se fundiam a pequenas mordidas, palavras deliciosamente obscenas ao pé do ouvido a enlouqueciam à medida que ele invadia sua calcinha, a pedido quase que telepático da mulher que ardia no colo daquele homem. Educado, se fazia entender antes de avançar, cuidadoso, adentrou devagar sob a renda preta, sentindo púbis, pêlos, e a maciez dos lábios que se uniam para lhe presentear com a pérola que, como hábil explorador, ele encontrou sem dificuldade alguma.
Suavemente, com a leveza de um luthier, mergulhou apenas para molhar a ponta dos dedos que lhe serviriam de cálice para embebê-la de prazer.
De acordo com a energia que ela liberava, no grau do tesão que ecoava de sua boca aos gemidos, escolhera a pressão perfeita. Habituada a ensinar, ela passou rapidamente pela tensão e logo se rendeu àqueles dedos mágicos. Em movimentos sincronizados com as ondas de prazer que ela experimentava, alternava pressão e velocidade com pequenos mergulhos para sentir o orvalho da flor que se desabroxava ainda incrédula àqueles braços.
Quando o volume dos gemidos lubrificados se dilatou e ela se revelou querendo ser possuída por aquele instante, ele tomou-lhe os cabelos da nuca entre os dedos com uma leve pressão, e dominante mas carinhoso, aos beijos que espalhava pelo pescoço, pediu “Goza pra mim, gostosa.”
Ela, agora completamente entregue aos braços de seu homem, sentiu a onda de prazer se espalhar pelo seu corpo tensionado, e soltando no ar sons que misturavam prazer e súplica, sentiu sua flor se abrir por completo, seu corpo todo ser tomado de um êxtase maravilhoso. Num último gemido, agora contido e baixinho, gozava no colo do seu homem. Bumbum sentindo seu tesão dilatado e pulsante, mãos agarradas aos braços fortes que lhe harmonizavam o tesão e o deleite.

Logo seu corpo relaxou e ela escorregou lânguida entre as pernas do seu amante. Ele a deixou descer devagar, segurando-a com cuidado até que encontrasse o chão. Um sorriso meio bobo lhe pairava na face ruborizada. Os cabelos, levemente bagunçados pareciam emoldurar a imagem do gozo naquela mulher linda.
Tomou seu rosto entre as mãos e lançou-lhe um beijo nos lábios quentes e carnudos. Ela, já recuperando-se devolveu um beijo quente, enquanto se virava.
De joelhos, lançou um olhar malicioso para cima e com uma carinha manhosa e felina lançou-se na direção daquele pênis que sobrava sob os tecidos.
Com as mãos quentes, delicadamente livrou-se da peça que lhe cobria o tesouro parcialmente escondido. Ainda insatisfeita, ficou de joelhos e pediu sussurrando que ele se levantasse.
O queria nu.
O queria para seu prazer, pronto para tudo o que lhe aguardava.

Agarrou-lhe o bumbum entre as mãos deixando-o momentaneamente sem graça, até que sentiu ela se aproximar e olhou para baixo para ter a visão perfeita. Ela encavara agora seu pau com um olhar devorador enquanto se preparava arrumando os cabelos para que não atrapalhassem.
Sentou-se e a viu posicionar-se empinando o bumbum que no espelho em frente revelava uma calcinha úmida na fenda divina.
Tomou o pênis entre os dedos e sem cerimônia, olhando nos seus olhos, tomou toda a cabeça de uma vez, numa bocada deliciosamente úmida e molhada. Ali, chupetou por alguns segundos  e fechando os olhos começou a engolir com chupadas cada vez mais gulosas seu membro latejante.
Ela sentia o gosto daquele gel delicioso, que lhe havia lambuzado o bumbum momentos antes, com enorme prazer.
Ele era além de cheiroso, forte, habilidoso... um homem literalmente delicioso.
A textura do pau que pulsava na sua boca a cada investida era daquelas sedosas, macias. Do gosto ao cheiro daquele sexo tudo lhe aprazia e excitava.
Já tinha a calcinha molhada pelo recém gozo e novas ondas de orvalho se dilatavam, sentia sua flor suplicar que lhe fosse colhido o mel que jorrava abundante.
Mas ela amava e apreciava cada segundo daqueles em mergulhos que lhe enchiam a boca, salivando e gemendo.

Segurando entre os lábios o mastro que lhe guiava pelo mar dos prazeres, levou as mãos à cintura, buscando a calcinha entre os dedos. Tirou devagar, safada, arqueando ainda mais as ancas para revelar a cheirosa e apetitosa flor que pedia para ser provada.
Sabendo-se observada lançou os dedos ao ventre, descendo até encontrarem a entrada molhada e carente de boas doses de estocadas.
Deixou entrar apenas a ponta do dedo e lançou o olhar para cima, vendo seu gato enfeitiçado pela miragem. Largou inesperadamente o pênis num estalo que soou convidativo aos ouvidos daquele homem. Fez dengo, com uma carinha de menina, olhando para o pênis e logo depois para os olhos dele dizendo, “Me dá...? Me dá?”
Diante daquela cena nosso garoto deixou de lado qualquer resquício de detrimento, tomou-a nos braços e a jogou na cama com a voracidade que lhe cabia, diante daquela “inocente” provocação.
Tomou seu corpo junto ao seu, ofegante, viril, e a possuiu.
Não bruto. Tinha a vontade e a permissão, podia saciar-lhe como nenhum outro.
Quando sentiu aquele prazer indescritível da primeira penetração ouviu um som novo, um gemido  à parte que aliado à carinha de satisfação e prazer que ela revelou instigou ainda mais seu tesão.
Uma boquinha que corada fazia bico, um olhar fulguroso de prazer e o movimento que junto dele fazia daquela uma gangorra sensual que extasiaria qualquer voyer.


Assim passaram aquela noite, entre gozo, descanso e manobras sensuais que se estenderam por todo o final de semana. Tornando aquele chalé um antro de tesão e cumplicidade.