Puritano:
Indivíduo
cujas concepções acerca da sexualidade estão diretamente atreladas a conceitos
morais que excluem o prazer como forma de enobrecimento da alma, pelo
contrário, aponta a sexualidade como desejo inferior da carne, que deve ser
restringido, dominado e se possível, extinguido.
Todo puritanismo
que se preze, é claro, vem embutido de doses cavalares de machismo e até mesmo
misoginia, dado o contexto deturpado em que se enquadra socialmente.
Será que o puritanismo encontra nos dias atuais espaço para manifestação?
Amigo/a, eu diria que, com toda certeza, sim.
É importante questionarmos acerca do tema de maneira prática e despojada de hipocrisia.
O puritanismo não é preceito exclusivo de pessoas cujas concepções partem da religião.
Certamente a religião tem papel direto nessa vertente filosófica. Afinal, historicamente o cristianismo, o islamismo, Judaísmo, entre outras religiões patriarcais, têm papel fundamental na disceminação da filosofia puritana, cujo principal ponto afirmativo é a inferioridade da mulher por ser, segundo estas crenças, credora ao ter trazido ao mundo o pecado da carne.
Amigo/a, eu diria que, com toda certeza, sim.
É importante questionarmos acerca do tema de maneira prática e despojada de hipocrisia.
O puritanismo não é preceito exclusivo de pessoas cujas concepções partem da religião.
Certamente a religião tem papel direto nessa vertente filosófica. Afinal, historicamente o cristianismo, o islamismo, Judaísmo, entre outras religiões patriarcais, têm papel fundamental na disceminação da filosofia puritana, cujo principal ponto afirmativo é a inferioridade da mulher por ser, segundo estas crenças, credora ao ter trazido ao mundo o pecado da carne.
No sentido literal, puritano é pessoa moralista. E a moral
está intrinsicamente ligada à cultura de determinada época e situação
geográfica. A cultura, por sua vez, é influenciada pelas crenças religiosas,
pela política e pelos costumes que foram sendo passados de geração em geração.
A arte, no entanto, tende a questionar valores e conceitos, pondo à prova toda forma de comportamento baseada no velho, para reciclar e renovar, criando o novo, a mudança. Portanto, toda cultura está em constante evolução, assimilando novos valores, costumes e crenças à medida que a globalização se enreda do globo.
A arte, no entanto, tende a questionar valores e conceitos, pondo à prova toda forma de comportamento baseada no velho, para reciclar e renovar, criando o novo, a mudança. Portanto, toda cultura está em constante evolução, assimilando novos valores, costumes e crenças à medida que a globalização se enreda do globo.
A priori, é o senso comum que costuma determinar os preceitos
morais vigentes.
Mas será que poderíamos afirmar que os puritanos de nossa sociedade são os fanáticos religiosos?
Aqui, vale citar uma forma comum dessa filosofia, o puritanismo velado.
Ateus, bem como fiéis religiosos são tão influenciados pela moral vigente quanto qualquer outra pessoa. Nossa história nos condena. Revoluções religiosas foram tão pernicionas no tocante à moral quanto as revoluções políticas e científicas.
A exemplo disso podemos citar os conceitos primordiais da ciência a respeito do orgasmo feminino. A alguns séculos, a irritabilidade pela necessidade fisiológica do prazer era considerada uma doença entitulada como Histeria*. Mulheres negligenciadas pelos maridos buscavam o consultório médico para sanar o quadro que era tratado como doença que atingia exclusivamente o público feminino.
A princípio ignorava-se que uma mulher pudesse sentir prazer no ato sexual.
As religiões matriarcais, amplamente combatidas por enaltecer o valor da mulher na sociedade, buscavam reconhecer nos princípios masculinos e femininos da Criação o equilíbrio necessário para que se pudesse conviver em harmonia, favorecendo o crescimento intelectual e social de ambos os sexos.
Filosofias religiosas à parte, cabe nos dias atuais buscar entender onde está arraigado o puritanismo, visando cortar o mal pela raiz.
No seio familiar encontra-se a base de toda a sociedade. Basta um olhar mais atento para verificar que os meninos ainda são educados com vantagens e liberdades avantajadas em relação às meninas.
Não, eles não devem ser educados da mesma forma, afinal, são diferentes e exercerão papéis diversos em suas vidas. Mas no tocante à liberdade e a responsabilidade que ela exige, já não é hora de nos posicionarmos às claras?
Mas será que poderíamos afirmar que os puritanos de nossa sociedade são os fanáticos religiosos?
Aqui, vale citar uma forma comum dessa filosofia, o puritanismo velado.
Ateus, bem como fiéis religiosos são tão influenciados pela moral vigente quanto qualquer outra pessoa. Nossa história nos condena. Revoluções religiosas foram tão pernicionas no tocante à moral quanto as revoluções políticas e científicas.
A exemplo disso podemos citar os conceitos primordiais da ciência a respeito do orgasmo feminino. A alguns séculos, a irritabilidade pela necessidade fisiológica do prazer era considerada uma doença entitulada como Histeria*. Mulheres negligenciadas pelos maridos buscavam o consultório médico para sanar o quadro que era tratado como doença que atingia exclusivamente o público feminino.
A princípio ignorava-se que uma mulher pudesse sentir prazer no ato sexual.
As religiões matriarcais, amplamente combatidas por enaltecer o valor da mulher na sociedade, buscavam reconhecer nos princípios masculinos e femininos da Criação o equilíbrio necessário para que se pudesse conviver em harmonia, favorecendo o crescimento intelectual e social de ambos os sexos.
Filosofias religiosas à parte, cabe nos dias atuais buscar entender onde está arraigado o puritanismo, visando cortar o mal pela raiz.
No seio familiar encontra-se a base de toda a sociedade. Basta um olhar mais atento para verificar que os meninos ainda são educados com vantagens e liberdades avantajadas em relação às meninas.
Não, eles não devem ser educados da mesma forma, afinal, são diferentes e exercerão papéis diversos em suas vidas. Mas no tocante à liberdade e a responsabilidade que ela exige, já não é hora de nos posicionarmos às claras?
“Mulher que dá na primeira vez é puta.”
“Mulher pra casar só se mantiver as pernas fechadas.”
“Vestida daquele jeito 'tava' pedindo pra ser estuprada.”
“Lugar de mulher é
na cozinha, no tanque.
Porque é que nem
chinelo: gastou, joga fora e troca por um novo.”
“Mulher que sai pra
boemia não se dá ao respeito.”
“Não queria direitos iguais?”
“Não queria direitos iguais?”
Meu corpo, minhas regras.
Direitos e deveres diferentes para papéis diferentes.
Sexualidade libertária e responsável.
Respeito.
Mulher de verdade gosta de sexo sim, não precisa viver na sombra de ninguém,
tem o direito de se vestir como bem entender, merece respeito por princípio
básico.
É independente, inteligente, articulada, capaz.
Não precisa de autorização ou permissão, tem opinião, autonomia e
responsabilidade.
Se você a julga porque tomou a iniciativa e veio na sua direção, com o tiro
certeiro de quem busca prazer, é porque não merece uma mulher desse calibre.
Ela pode ser, ao mesmo tempo, mãe e filha, amiga e colega de trabalho, vizinha
e esposa; sem perder o apetite sexual, sem deixar de escolher quando e como
quer sentir prazer, sem se tornar puta porque gosta de sexo.
O puritanismo está aí para enredar aqueles que não
questionam, apenas se sujeitam às opiniões alheias com métricas restritivas.
O puritano está para quem se importa com sua opinião torta, que ele faz questão de estampar no outdoor, onde a mulher é exposta seminua feito um objeto. Na música que a coloca como subserviente, desejosa da humilhação sexual. Na conversa do ponto de ônibus, que tira a culpa do agressor e joga por sobre a vítima violada e humilhada, tolhendo descaradamente o direito inerente a todo ser humano: autonomia sobre o próprio corpo.
O puritano está para quem se importa com sua opinião torta, que ele faz questão de estampar no outdoor, onde a mulher é exposta seminua feito um objeto. Na música que a coloca como subserviente, desejosa da humilhação sexual. Na conversa do ponto de ônibus, que tira a culpa do agressor e joga por sobre a vítima violada e humilhada, tolhendo descaradamente o direito inerente a todo ser humano: autonomia sobre o próprio corpo.
Puritanismo velado, escancarado ou hipócrita. O menu é vasto,
em todos os âmbitos sociais, basta um olhar mais atento.
Porém, acata essa postura quem se permite subjugar, quem não quer assumir a responsabilidade pelos próprios atos, palavras, pensamentos.
Um basta à hipocrisia, por favor.
Estamos todos sob a mesma luz. Do maniqueísta pensamento de pessoa boa e pessoa má, cabe a máxima de que somos todos imperfeitos, bastando portanto esse entendimento em detrimento de qualquer julgamento hipócrita.
Porém, acata essa postura quem se permite subjugar, quem não quer assumir a responsabilidade pelos próprios atos, palavras, pensamentos.
Um basta à hipocrisia, por favor.
Estamos todos sob a mesma luz. Do maniqueísta pensamento de pessoa boa e pessoa má, cabe a máxima de que somos todos imperfeitos, bastando portanto esse entendimento em detrimento de qualquer julgamento hipócrita.
A única regra que nunca muda, não importa o tempo ou lugar, e vale ouro: RESPEITO.
“Aquele que não tem
pecado, que atire a primeira pedra.”
